Durante o segundo dia do XIII Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2025, nesta terça-feira (17), o Governo do Ceará detalhou o programa em desenvolvimento para integrar as forças estaduais de segurança com as guardas municipais dos municípios cearenses. A iniciativa prevê ações voltadas à qualificação, ao fortalecimento da comunicação e ao apoio com equipamentos para os agentes municipais.
O projeto havia sido anunciado pelo governador Elmano de Freitas (PT) na abertura do seminário, na segunda-feira (16). Ele falou em um “programa intenso de colaboração” entre Polícia Militar, Polícia Civil e guardas municipais. “Temos mais de 4 mil guardas no estado. Juntos, com tecnologia, ação integrada e comunicação, podemos trazer mais paz ao povo cearense”, afirmou o governador.
O chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, explicou que a Secretaria de Segurança do Estado solicitou um levantamento à Aprece (Associação dos Municípios do Ceará) sobre o funcionamento das guardas. O estudo identificou que cerca de 50% das cidades contam com efetivos, totalizando aproximadamente 4,6 mil agentes no estado.
“A partir desse diagnóstico, com apoio das forças estaduais, vamos traçar estratégias de integração. Precisamos entender como essas guardas atuam, quais as dificuldades, e construir em conjunto soluções que fortaleçam esse trabalho”, disse Chagas Vieira.
A proposta inclui ainda a realização de um seminário específico para tratar do papel das guardas municipais. Segundo o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, o evento deve reunir especialistas da Polícia Federal, representantes do governo federal e autores da legislação nacional sobre guardas municipais. O objetivo é discutir temas como regulamentação, financiamento e os novos papéis desses profissionais.
Além das polícias Civil e Militar, a integração deve incluir também a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e o Corpo de Bombeiros. “Queremos fortalecer a comunicação entre as instituições, mas também garantir que os guardas municipais estejam equipados e qualificados para agir com eficácia e proximidade da população”, destacou Chagas.
Para Roberto Sá, essa integração representa uma oportunidade de ampliar a prevenção ao crime por meio da atuação territorializada das guardas. “Elas podem exercer um papel essencial como agentes comunitários de segurança, dialogando com os moradores, protegendo os espaços públicos e colaborando com as demais forças”, concluiu o secretário.


