O governo de Benjamin Netanyahu anunciou nesta segunda-feira (6) a deportação da ativista Greta Thunberg e de mais 170 integrantes da flotilha Global Sumud, detidos após a interceptação das embarcações que seguiam em direção à Faixa de Gaza.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os ativistas foram enviados à Grécia e à Eslováquia. O governo israelense classificou o movimento como “um espetáculo de relações públicas” e afirmou que os detidos tiveram “todos os direitos legais garantidos”.
Greta Thunberg, ao chegar a Atenas, afirmou que sua participação na missão foi “um gesto de solidariedade” com os palestinos e cobrou que líderes mundiais usem sua influência para “não serem coniventes com o massacre em Gaza”.
A flotilha, composta por mais de 40 barcos de diversas nacionalidades, partiu com o objetivo de entregar ajuda humanitária e denunciar as condições impostas pelo bloqueio israelense. Entretanto, as embarcações foram interceptadas antes de chegar ao destino.
Entre os detidos estão 13 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). Segundo o Itamaraty, eles permanecem em um centro de detenção no deserto de Negev, em boas condições de saúde. Outro integrante, um argentino-italiano residente no Brasil, já foi deportado e deve chegar ao Rio de Janeiro.
Israel afirma ter deportado, até o momento, 340 dos cerca de 450 ativistas detidos, e quer concluir o processo “o mais rápido possível”. O governo israelense também negou denúncias de maus-tratos, após relatos de ativistas que já haviam sido liberados.
A detenção da flotilha provocou críticas internacionais e levou o Brasil a denunciar o caso no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O episódio reacende o debate sobre o bloqueio à Faixa de Gaza, sob ataque contínuo desde a ofensiva militar israelense iniciada há dois anos, que já deixou mais de 67 mil mortos e agravou a crise humanitária no território.



