Em um novo episódio da escalada militar, Israel realizou na madrugada desta quinta-feira (12) uma série de bombardeios contra o território iraniano, atingindo centros de pesquisa e instalações nucleares na cidade de Isfahan, incluindo a base de Natanz, conhecida por ser parte do programa nuclear iraniano. O ataque, conduzido sem autorização da ONU ou de organismos internacionais, é mais um exemplo da política agressiva do governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu, que tem sistematicamente desestabilizado a região.
O governo iraniano denunciou a ação como uma violação flagrante da soberania nacional e classificou o episódio como um “ato terrorista de Estado”. Em resposta, Teerã prometeu retaliar e alertou para os riscos de uma guerra regional com impactos devastadores. Até o momento, o ataque deixou mortos e feridos, entre civis e militares.
A justificativa apresentada por Israel é a suposta existência de uma ameaça iminente ligada ao avanço do programa nuclear iraniano. No entanto, especialistas e diplomatas independentes apontam que o programa é monitorado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que não há evidências concretas que justifiquem uma ação militar preventiva.
A ofensiva ocorre num momento em que o governo israelense é alvo de fortes críticas internacionais pela condução do massacre em Gaza, que já deixou dezenas de milhares de mortos, majoritariamente civis palestinos, incluindo crianças. O ataque ao Irã surge como cortina de fumaça para a crise interna que Netanyahu enfrenta, com protestos em Tel Aviv e crescente isolamento diplomático.
A comunidade internacional reagiu com preocupação. Rússia, China e países do Sul Global condenaram veementemente o ataque. A ONU pediu contenção e o respeito à legalidade internacional. Já os Estados Unidos, apesar do silêncio oficial, são amplamente vistos como cúmplices da escalada ao oferecer apoio militar e diplomático irrestrito ao governo israelense.
Imagem: Reuters


