Evento para relembrar atentado de 11 de Setembro tem segurança reforçada após assassinato de Charlie Kirk

Os Estados Unidos realizam nesta quinta-feira (11) as cerimônias em memória às vítimas dos atentados de 11 de Setembro, que completam 24 anos. Em Nova York, no Memorial do 11 de Setembro, no chamado marco zero, familiares das quase três mil vítimas, autoridades e integrantes do governo participam da homenagem. O evento acontece em meio a uma forte tensão política e de segurança, após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, baleado em Utah na quarta-feira (10).

As cerimônias incluem a leitura dos nomes das vítimas pelos familiares, acompanhada por momentos de silêncio nos horários em que os aviões atingiram as Torres Gêmeas e quando os edifícios vieram abaixo. O slogan “nunca esqueceremos” foi repetido por diversas autoridades americanas nesta quinta-feira.

O Pentágono também terá uma homenagem às 184 vítimas mortas no ataque de 2001, com a presença do presidente Donald Trump e da primeira-dama Melania Trump. Mais tarde, o casal seguirá para o Bronx, onde acompanhará um jogo de beisebol. Já em Shanksville, na Pensilvânia, haverá a leitura dos nomes e a deposição de coroas em memória às vítimas do voo 93, que caiu após a reação de passageiros contra os sequestradores.

A segurança foi reforçada em razão do atentado contra Charlie Kirk. O ativista, de 31 anos, foi baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley e não resistiu. O disparo, segundo as autoridades, foi feito de longa distância, a partir do telhado de um prédio do campus. O caso aprofundou o debate sobre o crescimento da violência política no país.

Kirk era fundador da Turning Point USA, grupo estudantil conservador presente em milhares de instituições de ensino e que teve papel relevante no apoio juvenil a Donald Trump. Nos últimos anos, ele se tornou uma das vozes mais influentes da direita americana, com programas de rádio, livros e forte presença nas redes sociais.

As homenagens de hoje, que tradicionalmente simbolizam união nacional, ocorrem em um cenário marcado pela polarização política e pelo aumento da violência ligada ao discurso público nos Estados Unidos.

Com informações do G1

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