Os integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud, entre eles a deputada Luizianne Lins (PT-CE), devem deixar a prisão de Ktzi’ot, no deserto de Neguev, na manhã desta terça-feira (7). O grupo será transferido para a Jordânia, segundo informações da organização internacional que coordenava a missão humanitária com destino à Faixa de Gaza.
A previsão é que os 13 brasileiros cheguem a Amã, capital jordaniana, por volta do meio-dia no horário local. Delegações de outros países da América Latina e da África também serão liberadas na mesma operação.
De acordo com a Global Sumud Flotilla, a Embaixada do Brasil em Amã já organizou o acolhimento do grupo e deve oferecer atendimento médico e apoio consular. Em visita nesta segunda (6), representantes brasileiros relataram más condições carcerárias e violência psicológica por parte das autoridades israelenses.
Fontes ligadas à equipe de Luizianne afirmam que alguns ativistas precisaram de medicamentos e só receberam o tratamento após intervenção diplomática. Quatro brasileiros seguem em greve de fome, e um deles, Ariadne Telles, chegou a anunciar que faria também greve de sede caso o grupo não fosse solto.
Em nota nas redes sociais, o presidente Lula classificou a situação como “absurda” e afirmou que Israel continua violando leis internacionais. O chefe do Executivo determinou que o Ministério das Relações Exteriores acompanhe de perto a libertação e adote todas as medidas cabíveis para garantir a segurança dos brasileiros.
Os ativistas brasileiros integravam uma missão humanitária internacional que partiu no início de setembro com suprimentos para Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos sob bloqueio imposto por Israel.
A flotilha foi interceptada por forças navais israelenses no último dia 1º, e seus participantes foram levados para prisões em diferentes regiões.
Luizianne, que se recusou a assinar um termo de deportação acelerada, justificou que “sua responsabilidade ia além da própria liberdade”, segundo sua assessoria. A parlamentar e os demais brasileiros agora aguardam a conclusão dos trâmites diplomáticos para retorno ao país.


