O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, se reuniu nesta quinta-feira (7) com Gabriel Escobar, representante de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O encontro, realizado em Brasília, abordou as relações bilaterais e as consequências da tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, em vigor desde quarta-feira (6).
Na ausência de embaixador no Brasil, posto ainda não preenchido pelo presidente Donald Trump em seu segundo mandato, Escobar tem sido o principal porta-voz do governo norte-americano no país.
Alckmin informou que o plano de contingência para reduzir os impactos do tarifaço foi concluído na noite de quarta-feira e já apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é que seja anunciado até a próxima terça-feira (12).
“O plano é exatamente para atender as empresas mais afetadas, que têm maior dependência do mercado norte-americano. O presidente Lula vai bater o martelo, e aí será anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente explicou que as medidas levarão em conta o grau de exposição de cada setor. Segundo ele, há ramos da economia em que 90% da produção é destinada ao mercado interno, com exportações de apenas 5% a 10%, enquanto em outros segmentos metade da produção é voltada para o exterior e, muitas vezes, grande parte para os EUA.
Entre os exemplos, Alckmin citou o setor pesqueiro: no caso da tilápia, a maior parte do consumo é interno, enquanto o atum tem produção majoritariamente destinada à exportação. “Às vezes, dentro do próprio setor, existe grande diferença entre quem exporta mais e quem exporta menos”, pontuou.
Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil


