Nesta segunda-feira, 04 de novembro, é celebrado o Dia das Favelas. A escolha do dia 4 de novembro não é aleatória; ela coincide com o aniversário da CUFA (Central Única das Favelas), uma organização fundada em 1999 que atua dentro de comunidades em todo o Brasil. A CUFA tem sido uma força por trás da celebração, utilizando a data para destacar a resiliência e a criatividade dos moradores das favelas, ao mesmo tempo em que aborda questões como pobreza, violência, e falta de acesso a serviços básicos.
O dia também rememora a primeira referência documentada sobre favelas no Brasil, a partir de uma carta escrita em 1900 no Rio de Janeiro.Foi um chefe de polícia que usou o termo para se referir ao conjunto de habitações precárias que formavam uma comunidade do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. Mas a origem da expressão é um pouco mais antiga. Surgiu do nome de uma planta medicinal conhecida como faveleira e que era abundante no povoado de Canudos, na Bahia, e que em 1897 foi palco de um dos maiores massacres de pessoas pobres da história brasileira. 25 mil pessoas morreram.De lá para cá a palavra favela nunca ficou livre do estigma.
Com a celebração deste dia, a Central Única das Favelas (CUFA) busca dar visibilidade às questões e conquistas das comunidades e seus moradores. Para a CUFA, a data não foi criada apenas para destacar os desafios, mas também para refletir e construir olhares inclusivos e de transformação. De acordo com a Central, a proposta do Dia e da Semana da Favela foi para reforçar que estes espaços precisam de reconhecimento, desenvolvimento e políticas que valorizem e impulsionem a vida de seus moradores. Nesse período, nosso convite é para um olhar atento aos desafios e às oportunidades, à necessidade de inclusão e de valorização dessas potências.




